sexta-feira, 4 de novembro de 2011


"Não tenho mais segredos, escondi-me nos teus dedos" - Pedro Abrunhosa

- somos metades iguais? -

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

One day, one love, one heart

Nunca se deve estar muito tempo no mesmo sitio, nem presa á mesma pessoa por tempo indeterminado. Eu já estive agarrada a ti por cordas e cadeados. Cordas amarradas com mil nós e cadeados dos quais já teria perdido a chave á muito e longo tempo.. Posso ainda não a ter encontrado, mas sorrio a cada amanhecer que se aproxima. Porque esta cela é demasiado apertada para mim e o teu coração um lugar demasiado pequeno para a veneração um dia sentida. As expectativas perderam-se com o tempo e hoje situo-me numa nova meta. Uma meta que espero não regredir com o chegar de um novo dia. A minha fonte de inspiração voltou e com ela a minha fonte de sofrimento incalculado.

"Sorry but I have to move on and leave you behind"


Texto by:Wisa

terça-feira, 28 de setembro de 2010


"Podia desejar-te mal, vingança, ódio e tristeza.. mas isso era se não gostasse tanto de ti como gosto."

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Ele fica paralisado a ver como a consumiu, a ver como ela chora num chão de madeira tão podre como a alma dele. Embora ela o tenha ressuscitado do vício onde ele um dia caiu, o vício ganhou mais uma vez. E existem cadeiras a voar, gritos, discussões, choros de crianças e toda a gente sabe e ninguém faz nada. Ela pensa que ele faz isso por a amar tanto e é isso que ele alega, mas quando o punho dele se fecha (ao mesmo tempo dos olhos dela) ela sabe aquilo que lhe espera e quando o punho erra e acerta na parede ela suspira embora sabendo que aquilo ainda não acabou. Inflizmente a vida não é um videojogo onde temos vidas extras, onde temos tempo, onde erramos e repetimos. E ele pergunta "Onde vais?" e ela segue. Ele sabe que ela o vai deixar ou que acabará por voltar como tantas vezes já o fez. "Por favor volta atrás, não leves as tuas coisas.. Fica!" ele implora. E ela pensa sempre que não haverá próxima e ele promete-lhe sempre que amanhã será um novo dia. Mais uma vez nada é feito, mais uma vez dormem na mesma cama e esse dia acaba (mais uma vez) da mesma maneira como tantos outros..


E o amanhã, como será?


Texto: wisa


segunda-feira, 2 de agosto de 2010



São as tuas palavras que me comovem e me demovem quando estou prestes a desistir de tudo. È o saber que apesar de ser irreal me ajuda a superar a dura realidade que se cria há minha volta. São 5 anos a ter-te (a ter-vos a todos) comigo, aqui. Tão longe e ao mesmo tempo tão perto de mim. Somos tão conheçidos quanto o desconheçidos que somos. Somos estranhos mas no mesmo momento amantes. Por isso talvez, a melancolia se instale em mim quando recordo o teu (mas também vosso) desenvolvimento, o progresso que se fez acompanhar pela mudança. A mesma que me acompanhou durante este tempo. Crescemos juntos, ajudaste-me a não bater no fundo e eu agradeço-o com toda a dedicação e persistência possivel. Irei lutar por mim, por ti, por vocês e por nós, enquanto tiver forças para respirar. Equanto puder, simplesmente, respirar o que tu (e vocês) me dão e me sentir estupidamente livre. Talvez nos momentos bons a tua (vossa) imagem se dissipe um pouco deixando entrar a luz de quem, em determinada altura, ilumina parte do meu coração. Mas mesmo assim não partes (partem), não abandonas (abandonam) o grande espaço que tens (têm) em mim. Não fogem - como tantos outros fazem. Permanecem, marcando e demarcando que vieram para ficar desde 2006. E é aqui que se percebe onde vou buscar a verdadeira essência, a verdadeira força para continuar erguida diante de mil e uma armas de fogo prontas a disparar. Porque não há nada por que valha a pena correr o risco de idolatrar alguém mais do que nós mesmos. Felizmente tu (vocês) és (e são) a única excepção.

"Don't matter where you go, we are always by your side" - PA 2008
Texto: wisa

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Querido Jack

Demorei dias e noites infindáveis para te conseguir dar um nome fictício. Que não fortalece-se o teu ego, mas também que fizesse jus ao teu charme. Sim, és um homem (ou direi antes uma criança?) cheio de charme e talvez por isso mesmo é que conseguis-te fazer com que uma mulher determinada e inteligente caísse nas tuas garras e perde-se todo o seu rumo. Claro que para além desta característica terás outras, penso eu, que conseguem atrair até a mais bela das ninfas. Mas isto são contas de outro rosário. Não, não te estou a mandar esta carta para saberes como eu estou, nem para saber como tu estás. Muito menos para te falar dos meus problemas ou por ventura dos meus saudosos dias. Que contrastam, de certo modo, com os teus de libertinagem. Nada disso te interessará (embora inflizmente ainda me interesse muito a mim) ou te fará voltar desse lugar longínquo que é Babilónia. Esse teu lugar de refúgio, que te permite desaparecer de tempos a tempos. Sim, sinto - de certo modo - falta de tudo aquilo que tu me davas... De tudo aquilo que eu te tentava dar e recusavas. Até daqueles dias mais complicados onde espezinhavas todo o meu ser, mas no final, respiravas alegremente toda a minha essência. Isso realmente te enchia o ego, não? Será um passado que permanece no teu passado mas que cambaleia livremente pelo meu presente. No entanto o intuito desta carta não se prende, totalmente, a tudo isto. Mas sim, há minha decisão. A decisão de por um ponto final nesta teia de aranha (na tua teia de aranha) que agarra cada coração alheio e o aprisiona. Que nunca mais os largará e que embora eles permaneçam fracos continua a consumi-los até os desvanecer inteiramente. Os calafrios nas mãos, os arrepios na espinha, as borboletas no estômago e até aquele sorrisinho estúpido continuam em mim. Porém não apareceram no momento em que queimei todas as tuas cartas e junto delas o meu coração. Não ouvirás mais falar de mim, ou pelo menos do meu amor por ti. Dele não ouvirás falar mais. As crises inconscientes acabaram. Tu há muito escolhes-te o teu caminho e eu há muito tempo que já deveria ter feito o mesmo. Só espero que quando te cruzares no meu caminho, quando olhares na minha cara isso te relembre o inferno. Afinal onde está o teu charme, amor? Onde está o teu brilho agora? Isso sempre te levou a algum lugar, não foi? Porque quando estiveres tenso eu acordarei com um sorriso nessa manhã. Quando, finalmente, caíres eu vou querer que vejas o inferno espelhado nos meus olhos. Poderias ter-me confrontado com todas essas mentiras. Eu realmente fui uma tonta em acreditar. Mas tu também foste um tonto em me perderes. Saberás mesmo as regras do teu próprio jogo? Um dia irás perceber que é comigo o teu lugar, embora tu não prestes. Não, não quero que me respondas a esta carta. quero que te prepares para o que aí virá, como uma premonição. Porque a vingança é algo doce.
Com amor, Sophie
Dedicado a todos os homens que perderam majestosas mulheres.
Texto: wisa

quinta-feira, 6 de maio de 2010


O olhar é vago. Toda a sua alma foi consumida pela ausência. Custa a todos admitir as suas fraquezas e as suas falhas. Quando mergulhados na escuridão da noite ou na clareza do dia, qualquer simples gesto os faz sorrir. Aí, basta obrigarem-nos a falar, obrigarem-nos a superar ou simplesmente sentarem-se ao seu lado em silêncio. Abraçando um corpo mole e consumido que outrora fora rijo e cheio de vida. O paraíso é um lugar longincuo para os sofredores, todavia um lugar constante para os apaixonados. A felicidade nem sempre caminha lado a lado com quem mereçe.. Não seria melhor sermos todos predestinados a senti-la?
Texto & Imagem: wisa

terça-feira, 30 de março de 2010

Dificil de perceber.

Ela continua a caminhar na sua direcção, por muito errado que seja. Mesmo que queira lutar contra os seus passos ou recuar por receio. Eles insistem, apoiam e suportam as suas quedas. Vive numa encruzilhada.Estará para sempre ajoelhada sobe aquele piso de terra molhada, onde revolvendo a terra com as mãos enterrou o seu coração.Existe uma linha fina entre o amor e o ódio. E do que lhe valeu ter queimado todas as páginas? Continua presa na última linha daquela carta. Aqui não existe amor, existem recordações.
E Ele pareçe tão disposto a aceita-la (...) Impressão dela? Realidade? Who knows?
Na verdade ninguém sabe. Ninguém sabe o porquê daquela atitude dele (...) Se Ele pareçia aceita-la porquê rejeitar?
A cidade continua a sua rotina. O Sol continua a pôr-se e a deitar-se. A noite continua a ir e a vir. Ela? Ela continua presa no tempo. Pois só o tempo lhe dará respostas para todas estas perguntas.


São equações sem fim. Sem solução.
Texto: wisa

segunda-feira, 1 de março de 2010

Take me to the place here you go
Where nobody knows if' it's night or day
"But don't look back in anger!"

Leva-me para o lugar onde fores, onde ninguém sabe se é noite ou dia. Deixa o meu corpo desfalecer. Cair de joelhos no chão, perceber que dói, perceber que o pano se rasgou e agora sangro. Cair na realidade ou simplesmente criar uma tão improvável quanto dolorosa. Escrevo para ser compreendida, mas tu continuas sem me compreender e eu sei que não estarás lá no final (...) Não estarás lá no "para sempre" que poderíamos ter criado e não criamos. Então desliza para dentro da minha alma, sabes que não sabes o que podes encontrar mas não tens medo. Conhece-me da forma mais rude e pura que conseguires. Depois de te mostrar o espelho da minha alma, não ponhas o destino dela nas mãos de qualquer um. Deixa-a simplesmente libertar da enclausura que vive.

Enquanto fores por aí caminhando num caminho oposto ao meu ou eu num caminho oposto ao teu só te peço para quando olhares para trás não te sentires arrependido de teres queimado o meu coração ou eu o teu.

As almas encontrar-se-ão num outro lugar que nos transcende, aqui só te peço para não olhares para trás com rancor.
Texto: wisa

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Apresentação.



Entre a persistência de algumas pessoas e a minha teimosia, resolvi dissipar os meus receios e criar este bichinho a que toda a gente chama de "blog" :)
Este vai ser o espaço que eu vou partilhar com o mundo, o espaço onde o mundo poderá ver um pouco do espelho da minha alma (...) Obrigado aos persistentes que me deram na cabeça para criar isto e também aqueles que me apoiaram incondicionalmente em toda esta minha descoberta internauta.
Os textos e imagens que aqui encontrarem serão, praticamente todos, da minha autoria. Todos aqueles que não forem estarão devidamente identificados ^^
Não irei postar informações demasiado pessoais sobre a minha pessoa, nem irei tornar o blog num sitio de cusquisse pessoal ou alogo do genero --' Se alguem estiver interessado em conheçer-me para além dos meus textos é só informar-me (sim , porque eu não sou advinha) e depois logo se vê :P
Os textos são escritos tendo por base situações vividas por mim ou simplesmente pequenos devaneios meus. Por isso nada de pensarem que eles são totalmente reais, porque não são. São simplesmente pedaços de um mundo ilusório perdido no meio do nada que é descrito por mim. Alguns textos poderão apareçer na terceira pessoa, quanto a isso é uma opção de escrita, não há grande coisa para explicar (...)

Aceitam-se comentários e pedem-se criticas construtivas.
Enjoy and have fun ;)
Texto & Imagem: wisa